Capítulo 1 – Uma Garota Nada Cristã (7º Dia)
Belém, 26 de dezembro de 2010
Essa manhã quando a empregadinha veio me servir café, ela quebrou o silêncio extenso de dois dias:
“Stella, sei que você não gosta de mim, mas gostaria de te dizer que eu gosto de você. Não trato você bem por que trabalho aqui, nem mesmo por que meu pai seja seu motorista ,entenda, somos funcionários da empresa, há vários anos meu pai trabalha como motorista nela, então, saiba: a trato bem por que você precisa ser tratada assim, não por que eu precise.”
Silencio.
E na minha cabeça eu ouvia o grilo da incompreensão entoar algumas poucas notas: “cri…cri…cri…!” Ao que, depois de certo tempo quando a informação chegou à minha mente, ainda entorpecida pelo sono, retruquei:
“você é insolente e audaciosa! Não me chateie! Quando entrar em meu quarto não fale comigo e não cante! A sua voz me irrita e me incomoda!” pensei mesmo que depois disso ela ficaria quieta no mínimo.
O que se espera é que os empregados te temam , mas a garota além de pobre e de insolente é burra! Sem demonstrar um pingo de medo ela disse uma coisa que estou tentando entender até agora:
“incomodo por que sou luz e a luz incomoda os olhos daqueles que andam em trevas!”
Essa garota é louca? Não tem mesmo medo da morte? Posso fazer meu pai demiti-la a hora que eu bem entender. Ela disse que eu ando em trevas! Que ridícula! Ela é uma morta de fome e eu que ando em trevas? Pirada!
Depois que meus pais saíram (e aliás, eles têm saído toda noite), chamei a empregada e mandei buscar pipoca, pra assistir meu querido Harry lindo Potter. Ai, o Hadcliff seria perfeito pro meu batismo. Ele deixa o Gustavo no chinelo. Oh! Daniel, você é tão… tão… amo-te com os meus mais profundos sonhos de desejos dos quais zelo com todo carinho e fúria de uma leoa.
Daniel, você é minha ,maior paixão! Pattison, você é meu amante!
FIM DO PRIMEIRO CAPÍTULO, MAS CONTINUA…
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