domingo, 10 de abril de 2011

Capitulo 2 - Dia 13

Capitulo 2 – Uma Vida sem Amor (13º  Dia)
 03 de Janeiro de 2011

      Acordei cedo. A Rebeca veio me trazer o café da manhã. Dei bom dia a ela. Atendendo a vontade de meu pai.

Bom, estou em um aras, o que se tem de bom pra fazer aqui é andar de cavalo. Ontem os empregados estavam de folga, mas hoje não estão. Quis andar a cavalo desde que cheguei aqui. Com um detalhe apenas: eu nunca andei a cavalo.

Foi o irmão de Rebeca, o Pedro que selou pra mim. Ele é quem cuida dos cavalos.

“Bom dia, senhorita, Stella!”

“Bom dia… Pedro, não é?”

“É sim, senhorita.”

“Eu gostaria de andar a cavalo, o problema é que nunca andei em um!”.

“Se a senhorita quiser, posso lhe dar aulas!”

“Eu posso ter aulas?!”

“Sim, se a senhorita quiser, terá sim!”

“Legal! Posso começar agora mesmo?!”

“É claro que pode começar!”.

Tive a leve impressão de Pedro ter sorrido. Como se não acreditasse que eu estava feliz e louca pra ter aulas de montaria. Eu estava. Senti-me feliz naquele momento, foi algo novo que vivi.

Fui na “garupa”, não podia montar sozinha. Pedro foi comigo, mas eu amei. Gostei mesmo disso. Amanhã vou acordar super cedo pra segunda aula de montaria. Nossa foi demais! Vou jantar.
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A conversa que nós tivemos outro dia, mamãe e eu foi tão legal, que após o jantar deitei no colo dela. Queria mesmo ouvir mais histórias sobre vovó, mas ela não parou de falar no celular com a Glória. Aconteceu alguma coisa em uma festa com a Narcisa, parece que foi o vexame do século e mamãe parecia exultante com cada coisa que a Glória dizia. Ela ficava mexendo no meu cabelo como faz com o cryspin, no automático. Vai ver ela nem sabia que era eu ali, talvez pensasse que era o cryspin.

Lembra que eu disse que estava feliz? Pois é, não estou mais. Estou com aquela coisa horrível dentro da alma de novo. Só um momento, ouvi uma coisa.
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Dá pra ver o pátio do primeiro andar aqui de cima. Qual não foi minha surpresa, vi a empregada e um garoto, enquanto ela segurava um buquê de flores bem pobrinhas na mão. Devem ser mesmo muito amigos. Namorado não era. Não vi beijo, nem nada. Ela estava feliz, como sempre. É como se quisesse deixar claro que não importa o que eu tivesse ela sempre será mais feliz do que eu.

Internet, depois cama.

CONTINUA…

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