O Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA - é um conjunto de normas , que tem como objetivo a proteção integral da criança e do adolescente aplicando medidas. Então, conheça o Estatuto com a Turma da Mônica.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Estatuto da Criança e do Adolescente
O Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA - é um conjunto de normas , que tem como objetivo a proteção integral da criança e do adolescente aplicando medidas. Então, conheça o Estatuto com a Turma da Mônica.
Capitulo 5 - Dia 27
Capitulo 5 – O Que Aconteceu Naquela Noite (27º Dia)
27 de Janeiro de 2011
De onde foi que ela surgiu, eu sinceramente não sei. Mas me senti em um duelo de
filme de faroeste, e nós duas eramos os opositores.
Eu com minha cabeça erguida ela com a dela me encarando. Parada. Querendo mesmo me dizer alguma coisa. Não sei se perguntava o que eu estava fazendo ali, se queria dizer que o território era dela e que eu havia invadido sem sua permissão. Não sei se dizia, estou com fome. Não sei se dizia, “pobre menina rica!”, a questão é… ela estava lá e me encarava e seu olhar parecia tão esnobe que quase pude me reconhecer em algumas de suas atitudes.
Eu estava zonza. Minha cabeça rodava mesmo. Enquanto eu sentia cada gota de suor frio saindo pelo meu corpo. Ela lá, estática, esperando que eu fizesse somente um movimento ou um ar de desistência minha. Ela fez isso com a pessoa errada. Eu consigo ser mesmo tão esnobe e tão nojenta quanto ela.
Não entendia por que não me atacava e teve mesmo toda a chance possível. Não sei se é um costume das cobras daqui a intimidação, a verdade é que não sei nem se cobra de lugar algum tem algum costume. Só sei que era isso o que ela queria fazer comigo: intimidar, me ver perder todas as minhas forças, dizer pra toda a mata que ela tinha o controle da situação, que era a dona do pedaço e que eu não devia mesmo ter invadido seu território.
No jogo de olhares, no duelo da garota má e da cobra vermelha, nós duas terminamos empatadas. Eu pensava: “faz logo o que você tem que fazer! Estou ficando mesmo cansada disso tudo aqui. Não me importo!”.
E ela me olhava e eu tremia, mas a verdade é que estava começando aceitar qualquer que fosse meu destino…
CONTINUA..
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Torneio de Paintball
Este torneio de PAINTBALL, vem para mostrar que é possível estar e viver na presença de Deus em todos os momentos de nossa vida, sem perder a essência de um verdadeiro cristão.
Não perca essa oportunidade, de desfrutar de um momento super agradável, divertido e muito radical ao lado do seu irmão.
Garanta já sua vaga.
Capitulo 5 - Dia 26
Capitulo 5 – O Que Aconteceu Naquela Noite (26º Dia)
26 de Janeiro de 2011
Efésios corria com muita força e rapidez e com isso me acalmava, me distraia. Era como s ele fosse o único capaz de me entender. Aquele momento era tudo ou mais que eu precisava, até que…
Senti Efésios levantar seu corpo e me empurrar pra traz. Tentei me segurar, mas não consegui, ouvia ele relinchando assustado, ele parecia com medo de algo.
Fiquei solta e de repente não conseguia mais sentir o meu corpo colado ao Efésios. Sabia que estava caindo, só não sabia onde e nem de que forma. Não demorou muito até que eu pudesse sentir o chão batendo contrário ao meu corpo. Enquanto ouvia os relinchos atordoados, o cavalo levantava e baixava suas patas dianteiras, movimento este que me fez cair. Foi tudo muito rápido, embora parecesse que visse tudo como um filme em slowmotion. Fora curto o tempo em que bati com meu corpo no chão e cabeça na pedra.
Ainda consciente. Ouvi barulhos de carro bem longe. Sabia que estavam a minha procura. Efésios estava desesperado e não conseguia entender o motivo. Sentia meu corpo doer, sentia minha alma gritando: “Tammy, eu vou com você amiga, eu vou com você!”.
Sabia que estava em perigo, só não sabia por que, foi então que decidi que não podia ficar ali e tinha que levantar. Comecei devagarzinho. A mata passava na minha frente como se eu estivesse em um carrossel. E eu pensava: “fui má! Vou morrer!. Vi minha vida passando toda a minha frente, ouvia o carro se aproximando, embora nunca chegasse. Foi quando de repente a vi, ali na minha frente, parada me olhando.
CONTINUA…
Ninguém Me Entende
Eles não entendem a importância social do meu topete. Eles não compreendem o quanto o gel faz falta na prateleira do meu banheiro. Eles não sabem que gosto de tênis 40, apesar de calçar 38. Eles não se ligam que demoro na “net” porque meus melhores amigos estão mandando recados pra mim no orkut. Eles não entendem que dormir cedo é coisa de criança. Eles não entendem que sem meu celular fico quase aleijado. Eles não percebem que meu quarto tem porta. Eles não sabem que matar o cara do mal, no vídeo-game, é dez! Eles não estão ligados que não vejo problema em pintar meu cabelo de vermelho. Eles não atentam para o fato de que ter um irmãozinho dedo-duro não é fácil. Eles não sabem que meu mp3 tá tocando “Raimundos” e não Valadão. Eles não sabem que me pediram em namoro. Eles não sabem que com camisa pra dentro da calça fico parecendo um mané. Eles não entendem que às vezes meu sim quer dizer não, e o meu não quer dizer sim. Eles não param pra olhar os outros adolescentes para perceberem que minha roupa não está indecente e que apenas não quero ser o único diferente. Eles não sabem que quando forem pegar um DVD pra eu assistir, eu mesmo quero escolher, pois os desenhos inocentes me irritam. Eles não percebem que os adesivos coloridos que colei na capa da Bíblia não têm nada a ver, não mudam o conteúdo. Eles não vêem que gosto de ouvir som alto, não por ser rebelde, mas só pra curtir as batidas que fazem bem para descarregar minhas emoções adolescentes, embora possa até fazer mal pra meus ouvidos. Eles não se tocam que lápis preto ao redor dos olhos não é coisa de revoltado, é moda mesmo! Eles não percebem que cresci e que essa onda vai passar.
Eles não sabem, nem poderiam saber, que apesar das pequeninas diferenças, eu os amo demais, pois são meus pais. E que acho o maior barato a maneira como cuidam de mim, arranjando encrenca por qualquer detalhe. Eles não sabem que são os melhores pais do mundo, e que quando digo que os odeio, é apenas força de expressão para dizer que, nesse momento não estou gostando nada daquilo, mas sei que é para o meu bem. Eles não sabem que minha maior alegria é chegar em casa e dar um beijo nos dois. Eles não sabem que se amor doesse eu viveria gritando por eles!!! Eles não sabem que quando me deito pra dormir, espero eles apagarem as luzes e fico de olho aberto pensando como é bom ter um pai e uma mãe. Eles não sabem que a roupa rasgada que visto é só pra ouvi-los falar as suas opiniões, que me interessam muito. Eles não sabem o quanto são especiais. Eles não sabem que quando eu crescer e for pai ou mãe, quero ser igualzinho a eles!!!
Eles não sabem, nem poderiam saber, que apesar das pequeninas diferenças, eu os amo demais, pois são meus pais. E que acho o maior barato a maneira como cuidam de mim, arranjando encrenca por qualquer detalhe. Eles não sabem que são os melhores pais do mundo, e que quando digo que os odeio, é apenas força de expressão para dizer que, nesse momento não estou gostando nada daquilo, mas sei que é para o meu bem. Eles não sabem que minha maior alegria é chegar em casa e dar um beijo nos dois. Eles não sabem que se amor doesse eu viveria gritando por eles!!! Eles não sabem que quando me deito pra dormir, espero eles apagarem as luzes e fico de olho aberto pensando como é bom ter um pai e uma mãe. Eles não sabem que a roupa rasgada que visto é só pra ouvi-los falar as suas opiniões, que me interessam muito. Eles não sabem o quanto são especiais. Eles não sabem que quando eu crescer e for pai ou mãe, quero ser igualzinho a eles!!!
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Capitulo 5 - Dia 25
Capitulo 5 – O Que Aconteceu Naquela Noite (25º Dia)
24 de Janeiro de 2011
Olá.. Como não tenho mesmo nada pra fazer, depois de twittar a tarde toda vim escrever.
Lembro de ter saído de casa, não havia ninguém na sala. Sai porta a fora e me dirigi ao estábulo. Estava mesmo com muita dor em minha alma, desesperada. Todos os meus pensamentos eram Tammy e Efésios. Fui direto vê-lo.
Não me importava mesmo com nada que ele pudesse fazer. Apenas entrei e deixei a porteira aberta. Ele não me pareceu um cavalo que não se deixa ser montado. Pelo contrário. Ele parecia querer ser montado. Ele não relinchou, não fez nada que parecesse ser uma reclamação e muito menos fez movimentos impedindo que me aproximasse. Preparei o acento, coloquei. Ele aceitou de bom grado. Subi, bati levemente o pé e ele desatou porta fora.
Nunca algo foi tão fantástico em minha vida. Ele não andava. Ele corria. Era um misto de dor e de salvação. Não vida nada. Apenas sentia o vento batendo em meu rosto.
Efésios parecia sentir o que eu estava sentindo e parecia mesmo se esforçar bastante pra que a dor em mim, suavizasse. Ele parecia entender e fazer questão de pedir o que eu estava pedindo.
Liberdade… Eu queria liberdade.
Eu clamava por liberdade. Eu precisava de algo que mudasse a minha história. E de alguma maneira… de uma forma louca que não consigo explicar. Efésios me conduziu para lá.
Ele pareceu saber o tempo todo aonde queria ir, mesmo que nem eu soubesse onde era esse lugar. Mesmo que não houvesse lugar nenhum, só de pensar que havia liberdade, que eu podia imaginar que havia, já amenizava e muito a dor que eu estava sentindo. Eu pudia ficar ali pra sempre…
CONTINUA…
Capitulo 4 - Dia 24
Capitulo 4 – O Castigo Vem à Cavalo (24º Dia)
23 de Janeiro de 2011
Aras Bom Jesus. Meu quarto. Muitos dias após a ultima vez que eu escrevi.
Olá diário,
Há quanto tempo não é mesmo? Eu soube que mamãe andou dando umas voltinhas por aqui. Acho que tem muita coisa pendente, mas estou com a perna quebrada então vou ter tempo de sobra para escrever o que não pude todos esses dias.
Antes de ontem eu acordei. Não acordei como acordamos após um sono normal, mas acordei de novo, nasci de novo. Acordei de um sono que talvez eu nem acordasse.
Acordei também de um outro sono em que vivia. Aquele de minha vida inteira. Eu ainda estou confusa com muita coisa. Mas eu sei que se hoje estou aqui escrevendo nesse diário, foi por que eles me salvaram.
Minha mãe me garantiu que mesmo após muita relutância de papai, seu Antônio e Rebeca entraram aqui e oraram durante 1 hora e meia pela minha vida.
Dr. Lorena também garantiu que é impossível que eu esteja viva. Ela tinha absoluta certeza que fez tudo o que era possível por mim e que eu não reagia. O que todos dizem?
QUE SOU UM MILAGRE!
O que eu penso disso tudo? Bem, é meio difícil pensar com a cabeça doendo, mas só eu sei que aconteceu de fato naquela noite e sei o que vivenciei ali. Antes que chegassem pra me resgatar.
Amigo, eu estou mesmo sentindo muita dor, então, prometo que amanhã, após a injeção de analgésicos que a dr. Lorena me aplica todos os dias, conto tudo o que aconteceu naquela noite.
CONTINUA….
Capitulo 4 - Dia 22
Capitulo 4 – O Castigo Vem à Cavalo (22º Dia)
14 de Janeiro de 2011
Eu recebi a pior noticia da minha vida. A Tammy minha the Best, estava no Rio de Janeiro…
Ela morreu!
A tia dela ligou pra minha mãe!
Que dor!
Que dor insurportável! Eu quero morrerrr. Quero morrer junto com a Tammy, nós duas quase nascemos juntas. Minha amiga, meu Deus! O que está acontecendo?
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A Rebeca acabou de sair daqui, veio me trazer água com açúcar… Hã? O que é isso que eu estou sentindo??! Eu quero gritar… mas não sai, minha garganta tá doendo…
Ai! Que dor.. eu odeio essa vida podre! Odeio isso, por que ela tinha que morrer? Por que foi ela? Justo ela,? Por que não foi a Danda aquela traidoraaa, ela merecia morrer! A Tammy não. Nããããoooo!
Por que ela é boa comigo? Por que essa tal de Rebeca é boa comigo? Eu não mereço. Minha cabeça tá rodando…
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Eu não quero… eu não vou ficar aqui mais nem um segundo…
Oh! Não!
Lembrei! Eu lembrei! Eu não… o Deus dela… existe…
Será que é punição? Ele matou a Tammy… ELE não quer que eu faça mal a ela…
Nããããoooooooooo, isso é bobagemm! É coincidência….
Não… pode ser…
Vou sair,eu vou enlouquecer, sinto que vou enlouquecer….
Tammy, o que você foi fazer pra lá? Por quêêêê??
Eu não vou agüentar isso!! Argora que lembrei…
Ontem eu não estava dando a mínima importância pro que estava acontecendo lá. Mas agora… parece que sou tão parte disso… com de um pesadelo. Coitadas das pessoas que também perderam alguém que amam ali… eu sei o que vocês estão sentindo… não vou poder ir lá, não pude me despedir… minha irmããããa! Eu te aaaammoooooooo. Diário já sei o que vou fazer… Vou andar à cavalo…
Não! Não vou pegar o Máximus… vou pegar o outro cavalo…
O Efésius…
CONTINUA….
Capitulo 4 - Dia 21
Capitulo 4 – O Castigo Vem à Cavalo (21º Dia)
13 de Janeiro de 2011
Fui ao estábulo. E Gabriel estava lá. Dei bom dia e a questão é, queria muito dar um jeito de me aproximar dele, mas é bem verdade que não tenho muita experiência nesses assuntos a não ser pelo que via a Danda e a Tammy fazerem. Então, meio sem jeito, perguntei sobre ele e a Rebeca, quando tinham se conhecido e tudo mais. Disse que se conhecem desde criança e que as famílias eram amigas, que eles sempre moraram aqui e sempre trabalharam para o dono da empresa… Me explicou sobre o relacionamento deles e por que se relacionavam assim…
“Queremos mesmo fazer as coisas diferentes do que fazem no mundo!”. Foi que perguntei se ele nunca…
“Nunca!” Ele respondeu.
Fiquei calada. Não pudia mesmo entrar nesses assuntos assim tão rápido. A idéia é ganhar a amizade dele e a dela. A partir de hoje, mudarei meu jeito de tratá-la. Se você tem uma concorrente, mantenha-o perto de você, é melhor. Fui andar de cavalo, como sempre… Foi muito bom. Bom são exatamente 11: 38 da manhã e estão me chamando pra almoçar!
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Depois do almoço fui assistir TV. Teve um desastre no Rio de Janeiro. Quando fui a cozinha pegar água as empregadas estavam todas reunidas ao redor da TV se lamentando pelo ocorrido. Aff! Ainda bem que não estou mais lá. Não consigo ficar triste com essas coisa, a Rebeca estava lá na cozinha quase chorando. Vê se pode?
Vou anotar daqui a pouco em você, diário, traçar um plano infalível pra tirar a empregadinha abusada do meu caminho e ter minha primeira vez com Gabriel. Tudo estratégicamente planejado, vou precisar:
1) Me livrar do Pedro.
2) Me tornar mais amiga do Gabriel.
3) Me tornar amiga da songamonga
4) Humm.. fazer meu pai demiti-la.
5) Separando o dois entra o plano B:
6) O Gabriel fica só
7) Eu fico sendo muito sua amiga
8) Eu sendo sua única companhia posso partir pro ataque
9) Ele fica comigo
10) Ele continua ficando comigo
11) Depois do beijo… me entrego pra ele e continuo com ele
12) E com certeza a pobre coitada vai saber… sorry! Pobrezinha… Tenho uma pena…
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Tá tendo cantoria na casa do seu Antônio. Vou indo. Bom, ela me convidou mesmo, então não vou estar sendo intrusa. Fui!
CONTINUA…
Capitulo 4 - Dia 20
Capitulo 4 – O Castigo Vem à Cavalo (20º Dia)
12 de Janeiro de 2011
Parabéns, pra capital de Belém do Pará, parece que é aniversário dela. Unf! Grandes coisa!
Antes de dormir ontem, pensei bastante sobre Rebeca e cheguei a conclusão que essa garota tem uma fé inabalável, pelo menos é o que parece. A verdade? Não acredito que ela seja isso tudo que diz. No lugar dela, eu teria me deixado andar pelo mato sozinha.
E justamente por eu não ser ela. Tive uma brilhante idéia.
Essa história de “não beijar até casar” é a pior das mentiras que já vi alguém contar. E tem mais.. Nem sei pra que tanto sacrifício, mesmo que fosse verdade.
Outra coisa, só mesmo sendo maluca pra ter um cara lindo daquele e nem se quer ter pensando em… hummm, você sabe, diário.
Essa história dela se guardar pra ele e de ele se guardar pra ela, tornou a história até bem mais interessante do que eu imaginava. Qual a minha idéia?
Bem, já que eles “diz que não se tocam”, eu posso aproveitar e tirar umas lasquinhas dele. Ele é homem, eu sou belíssima, e a prometida dele sem graça pra caramba. Ao que pensei e tive a idéia sensacional.
Vou testá-lo!
Vamos ver se ele é esse posso mesmo de virtude que ele diz ser. E mais… vou dar um jeito de tirá-la do meu caminho. E finalmente concretizar o que não consegui antes de vir pra cá: ter a minha primeira vez.
Amanhã, Rebeca, me aguarde, se seu Deus existe mesmo, ele vai me impedir de te fazer mal. Se não, vou conseguir fazer o que quiser com você. Coitadinha, da Princesinha!
CONTINUA…
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Capitulo 3 - Dia 19
11 de Janeiro de 2011
Cheguei a pouco do campinho. Estava lá, observando Efésius. Lembrando de tudo o que me disseram sobre aquele cavalo. Ele é tão lindo. E ao mesmo tempo tão só. Ele não tem mais a amiga dele. As pessoas não se aproximam por que têm medo. Ele é imprevisível.
Fiquei olhando pra ele e tentando entender por que a mãe de Pedro era a única que o montava. Será que ela era a única que o compreendia? Será que era a única que o amava?
De repente comecei a pensar em mim. Na minha solidão e no por que disso tudo. Talvez eu e Efésius sejamos iguais. Ele não mais sua melhor amiga. E não tenho mais minhas amigas. Meu pai vejo menos do que antes e minha mãe passa mais tempo trancada naquele quarto do que comigo. Quando sai, vai conversar com nossos empregados e…
Efésius é indomável, talvez eu fosse assim…
Nós dois somos sós no mundo, não existe ninguém no mundo que possa compreendê-lo, nem a mim. As pessoa têm medo dele, e também devem ter de mim. Queria que minha avó estivesse viva. Talvez ela me amasse… Será que existe alguém que entenda a minha mente? De fato, da maneira que ela realmente é? Estão batendo na porta.
*
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Era Rebeca.
Veio deixar minha roupa passada. Entrou calada e ia sair calada. Mas antes que ela saísse disse:
“Sua fé em Deus é tão forte e ao mesmo tempo tão tola…”
Ela parou na porta e voltou, dando um leve um sorriso.
“Minha fé não é tola, senhorita Stella. É a única coisa que faz mesmo sentido”.
“Seu Deus, não é real! É uma criação da sua mente! Não tem lógica!”.
“Deus não é ilógico, ELE é a Única realidade, nós é que fomos inventadas!”.
Eu ri, foi sarcástico admito, mas não conseguia ter outra reação diante da certeza que Rebeca tem de algo que não vê.
“Então seu Deus, existe?”
“Sim!”.
“Você o vê?”.
“Não preciso vê-lo para reconhecer que é impossível que existam as coisas que presenciamos sem que ELE trouxesse à existência. Mesmo que não nunca fosse Cristã, sentiria que algo falta, e que não há possibilidade de existir sol, céu, sem um Deus para criá-los. Os animais, as pessoas…
Dizem que foi o Big-Bang. O engraçado de tudo é… Se uma nós explodiu deixando tudo em seu devido lugar… Quem fez explodir? E que milagre maravilhoso, uma explosão fazer o mundo ser habitável a nós humanos, não acha? Dizem que nós viemos dos macacos, mas ainda que fosse verdade, de onde os macacos vieram? Não importa quantas teorias existam. Nenhuma delas seria possível sem a existência de um Deus real e verdadeiro como ELE, o Criador do Universo.
Ah! Esqueci. Falei muito. Perdoe-me, senhorita Stella. Sei que a incomodo. Eu vou indo.
E ela se virou para ir embora.
“Ainda não!”
Então você acredita mesmo, não é?
“Eu já saí da parte do simples acreditar. Agora eu sei.”
“Sabe?”
“É preciso acreditar para chegar a Deus. Mas após acreditarmos, ELE se chega a nós e então vivenciamos a certeza de que ELE existe. Eu não acredito que Deus exista, eu sei que Deus existe, e são duas situações extremamente diferentes.”
“Ah! Sim?”
“Sim.”
“Então se ELE existe, por que deixou sua mãe morrer?”.
“Minha mãe não está morta!”, ela disse isso e sorriu, “você está morta! Você sente que algo está errado. Quanto mais falo, mais algo dentro da senhorita a incomoda. Isso é seu espírito querendo respirar. Se seu espírito não movesse dentro de você pedindo, insistindo para ouvir desse Deus que a senhorita lamenta, não crer, nós duas nem estaríamos tendo essa conversa”.
“Olha como ousa falar comigo assim, sua empregadinha, ridícula?!”.
“Minha mãe está mais viva do que nós duas, senhorita Stella! Por que ela já encontrou a vida eterna!
Ela não morreu. Apenas encontrou o caminho do lugar aonde ela realmente pertencia!”.
“Você é louca!”.
“Sim, sou. E a senhorita, bem quis ouvir minha loucura. Agora se não quiser ouvir mais nada, peço a sua licença e me retiro.”
“Nããão saiaaa! Isso é uma ordem!”
“Entenda senhorita, quem somos nós para definirmos o que Deus faz ou tem que fazer? ELE é Deus e ELE quis levar minha mãe. Foi doloroso, sim, mas não tanto quanto seria se eu não tivesse Deus. A pessoa sem Deus também perde seus entes queridos e a situação é muito pior, porque eu pelo menos tenho esperança e sei para onde ela foi, mas e os outros?
Quando perdemos alguém que amamos para Deus e temos Deus ao lado, a dor é tomada pelo Espírito de Deus. Ele sente a dor por mim e me fez passar por aquilo com um conforto sobrenatural que a sua incredulidade NELE, jamais irão compreender. A maior tristeza ao lado de Deus é mais feliz que a maior alegria sem Deus por perto. Saiba disso! Deus não me fez nenhum mal. Pelo contrário. Se a levou, estava livrando a minha mãe de algo muito ruim, e preferiu levá-la logo. Há um motivo. Sempre existe propósito.
Deus não joga dados, muito menos brinca de acaso. Com ele nada é aleatório e por isso é impossível que tenhamos surgido do nada absoluto. Agora se a senhorita me permite, ainda tenho muito trabalho a fazer. Só quero deixar claro que se a importunei com meu falatório, foi por que a senhorita mesmo me pediu. Posso sair?!”.
“Sim, vá!”.
Eu nunca ouvi nada disso.
Ainda estou tentando entender como ela sabe?! Enquanto ela falava havia algo dentro de mim… um reboliço na minha alma…
Como ela sabe que eu estava sentindo isso? É impossível! Impossível!
Capitulo 3 - Dia 18
10 de Janeiro de 2011
Abri o presente de minha mãe. Era uma Bíblia.
Pra que ela me deu isso? Eu não vou ler esse troço.
Fui ter aulas de montaria com Pedro e já andei só, sem que ele me segurasse. E o Pedro me disse uma coisa que me deixou intrigada.
O Pedro me falou que Rebeca e Gabriel, cortejam. Não entendi muito o que era. Dai perguntei e ele me explicou. Parece que é quando os casais decidem que só darão o primeiro beijo no altar. Se conhecem sem se tocar, sem muitos toques físicos, e o Pedro me explicou que era como um voto a Deus e deixar que ELE cuide do matrimonio e então o casal espera e tudo mais. Dá pra acreditar nisso? Eles não beijam na boca. Perguntei se era assim na igreja dele, do Pedro no caso, ele disse que não é uma regra, é uma escolha. Você decide se quer ou não. Ele também me disse que ele não se importaria de beijar, por exemplo, ainda mais se a garota fosse bela como eu. Sorri, pra não ser mal educada, mas pareceu mesmo que aquilo foi uma indireta, direta pra mim.
Como duas pessoas vão se conhecer sem se tocar? Que gente doida é essa?
Se bem que, isso pode ser muito bom pra mim. Por que eu duvido que Gabriel resistisse a uma garota que lhe pedisse um beijo. Ainda mais uma moça bela, como disse Pedro, como eu.
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Cantoria na casa de seu Antonio. Fui bisbilhotar.
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Aconteceu uma tragédia!
Eu estava lá olhando pela fresta da porta quando sem querer meti o pé em um buraco e caí. É, isso foi quase ao fim do culto e se não levantasse logo iam me ver ali. O problema foi que meu pé ficou preso. Sinceramente ainda estou me perguntando de onde saiu, mas senti algo pegar em meu pé e puxar para fora do buraco e eu até então na havia visto ninguém. Olhei de um lado e olhei do outro, só que minha cabeça não alcançou o panorama inteiro, até que escutei:
“Por que você não entra para assistir ao culto da próxima vez? Em ao vez de ficar sempre aqui do lado de fora?!”.
Advinha quem era?
Rebeca.
Ela tirou meu pé do buraco e falou algo que depois cai em mim. Percebi que minhas idas na calada da noite as escondidas, não tinham sido assim tão desapercebidas. Esse detalhe só ficou claro pra mim, por que ela disse “sempre”. O que significa que vim outras vezes e ela sabia. Que droga!
Não sei nem por que no momento me enchi de raiva dela e só depois acordei que ela havia tirado meu pé do buraco e me convidado para entrar. Que tosca que eu sou! Ela foi super legal comigo. Não estava em horário de trabalho então se quisesse poderia mesmo deixar meu pé preso lá. E eu nem ia vê-la. Mas não, ela me ajudou?
“Venha senhorita Stella, vou deixá-la na sua casa. Está um pouco tarde pra senhorita ficar andando por ai por esses matos sozinha, tem muitos animais que a senhorita não ia gostar mesmo de encontrar, ainda mais no escuro!”.
Ela pegou a lanterna. E veio comigo. Fiquei calada, não disse nada. Ela não tinha que fazer aquilo, ela não tinha mesmo, nem eu merecia que fizesse, minutos antes eu havia pensado em beijar o noivo dela, se ela soubesse, ficaria enfurecida, eu ficaria pelo menos.
“Vamos senhorita Stella, que tenho aqui comigo a Luz, e é meu dever guiá-la ao caminho da sua verdadeira casa!”.
Hã? As vezes parece que ela fala em metáforas. Não entendo algumas coisas que ela diz. Ela me deixou lá e eu agradeci. Ela virou pra mim e falou: “tenha bons sonhos senhorita Stellla, em nome de Jesus!”.
Subi correndo. Me sentindo estranha. Não estranha como me senti a vida toda, mas uma nova estranha. Dormi, muito bem por sinal. Aconteceu alguma coisa diferente nesse lugar.
Quem são essas pessoas, sinceramente, não sei, nem consigo entender. De onde eu vim, ela devolveria de uma maneira bem estúpida todas as minha atitudes, mas ainda acho que ela não é todo esse poço de bondade que ela aparenta ser.
Ou talvez até seja, eu é que estou acostumada a ver outras coisas, outras pessoas. Minhas amigas em São Paulo, não tirariam o pé de ninguém do buraco. Pelo contrário, eu sempre as via colocarem o pé pra que outros caíssem. Rebeca também é diferente delas no sentido do seu relacionamento estranho. Minhas amigas todas iriam pra cama no primeiro fica com o garoto e ela ainda nem beijou. Parece inacreditável. Acontece que de fato não vi mesmo nenhum beijo entre os dois, motivo pelo qual pensei mesmo que Gabriel fosse solteiro. E, bem, se fosse ela que tivesse me dito realmente ia achar que era balela, mas foi o irmão dela e não acho que ele esteja brincando com relação a isso.
Esse lugar tem alguma coisa. Tudo por aqui é novo. Novo de mais, estranho demais. E ao mesmo tempo… bem, faz muito tempo que não tenho noites de paz e de sonos agradáveis. A atmosfera aqui toda reflete algo bom e me faz sentir bem. Queria entender o que é isso tudo aqui? Será que mágica existe?
CONTINUA…
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