Capítulo 8 – Sei o Que Quero (45º Dia)
10 de Abril de 2011
Esse fim de semana Pedro está na fazenda com a avó dele, volta hoje a noite. Mas ainda não conseguimos nos falar direito. Ele está em evitando e não faço idéia do porquê.
No dia seguinte a descoberta das fotos, quando Beca e eu estavamos saindo para ir ao colégio, descobri no carro que Pedro não ia mais com a gente.
“Onde está Pedro? Ele não vai a aula, hoje?
Rebeca fez um “éééé…” meio longo e eu vi que tinha coisa errada…
“O que foi, Beca? O que houve?”
Demora…
“Não se preocupe… Pedro irá a aula!”
“E por que não vai com a gente?!”
Demora…
Mais demora…
“Vamo, Rebeca fala logo, que raio!”
“Ele vai de lá da casa da titia!”
“Casa da titia? Mas…”
“Stella, ele saiu daqui!”
“Como é?!”
“ele foi morar na casa da nossa tia!”
“Por que? O que foi que aconteceu?! Por que ele nem se despediu de mim?!”
“Stella, escuta! Será que não percebe?!
Olha pra você, olha pra ele… Você ainda é a filha do patrão do nosso pai!”
“Beca, eu…!”
“E ainda vai haver muitas diferenças entre vocês e mais, agora que voc~e já sabe, como você acha que vai ser a amizade de vocês dois, hã?! Ele sabe que não tem chance alguma e mesmo que tivesse, vocês dois não podem ficar mais de baixo do mesmo teto!”
“Por que, não?!”
“Por que vão se machucar muito!”
Seu Antonio entrou no carro, viu minha cara espantada e perguntou se tava tudo bem.Eu acho que disse que sim, não lembro… que coisa horrivel, quando um amigo que a gente gosta tanto resolve gostar dessa forma da gente, que raio!
Chegamos a escola, Pedro estava lá, ele não acorda ele simplesmente madruga… Estava sentado com um amigo.. e meu lado da carteira estava vazio… que cara estupido! O que ele tá fazendo não tem nada haver… E foi um tédio, por que… não tinha mais as brincadeira sobre as calças estranhas do professor, ou os trocadilhos com a materia e… e as vezes que queria fazer uma brincadeira sobre algum coisa e olhava pro lado e não tinha ninguém..ninguem mesmo..
Na hora do intervalo estava tão triste, que resolvi não sair da sala para ir comer algo. Foi quando ele veio falar comigo e perguntar se estava bem e disse que estava e ele foi embora, como se já tivesse mesmo cumprido com seu papel de bom amigo. Ai! que droga! Tá ficando tudo tão estranho…
CONTINUA…

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